sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Outono com cheiro a verão de São Martinho


As minhas três gerações Diana 11 anos, Sirius 5 anos e Afrodite 15 meses

Segue abaixo o link da reportagem da SIC Évora sobre a pista e criação de galgos em Cuba


https://www.facebook.com/sicevora/videos/1672564226295299/?pnref=story

Foi no passado mês de Setembro que se inaugurou oficialmente a pista de Cuba.
Trata-se de um projecto interessante e bem executado, levado a cabo pela câmara municipal de Cuba, aproveitando certamente subsídios de Europa conseguiu criar uma infraestrutura para a realização de corridas galgos, é portanto de louvar.

Quanto à auto proclamação capital do galgo acho que parte da necessidade de justificar a execução da obra, porque para quem é criador de galgos de pista e conhecedor deste desporto, sabe que desde sempre foi possível ver galgos por todo o Alentejo  para a caça à Lebre e não como cão de pista. Como foi dito e muito bem o galgo já foi um contribuidor para o sustento de uma família assim como os pombais que hoje se vêm espalhados pelo país em ruínas.

Deve contudo ter-se em consideração o que realmente acontece em termos de números pelo nosso pequeno Portugal.

Criar um galgo fica caro e longe vão os tempo em que os prémios eram aliciantes, tem que se ser realista criar galgos e correr com eles em Portugal é caro e só o faz quem gosta deste desporto sem pensar no que ganhará com isso.

Quando se fala em apostas,se refere a possibilidade igualitária de um jogo de apostas como acontece noutras partes do mundo, sem nunca esquecer que em Portugal se aposta em corridas realizadas fora de Portugal, ( se se gasta o dinheiro e gasta porque não direccioná-lo convenientemente).  

Lembro-me de no final da época de noventa Campo Maior tentar uma designação semelhante, sendo que o campomaiorense  passou a ter o galgo como símbolo do seu clube e onde se pôde ver merchandising com o tema galgomania. Ficou tudo por aí.

Sejamos honestos, Cuba fica no Alentejo tem alguns criadores mas sem expressão nacional (não quero com isso ferir susceptibilidades) e é necessário não esquecer quantidade não é qualidade.

À parte dos cães importados da Irlanda para Portugal é de conhecimento publico e geral que o Norte cria os melhores cachorros, sendo que isso foi notório esta época de 2015 pelos vários cães de uma ninhada que ganhou sem dificuldades em qualquer uma das três associações nacionais.

Já que hoje estou numa atitude critica continuo a enaltecer  a qualidade da pista de Cuba mas a contrapor com outras pistas de qualidade igual no país.
Enalteço novamente a câmara de Cuba pela iniciativa mas lamento discordar da ressalva do Senhor Presidente quando diz que levará turismo a Cuba, o numero de galgos em Portugal não gera turismo com valores económicos consideráveis nem para uma terra tão pequena como Cuba, sem falar que a zona do país com mais galgos de pista fica mesmo no norte e com os actuais valores de prémios e o custo das deslocações será impraticável a deslocação da grande parte dos cães.

Terá Cuba a capacidade de tornar a pista um local onde será possível ver corridas com frequência, ou um local usado para provas uma ou duas vezes por ano?

Mais criticas ou questões:

Porque não acorda o Norte para reclamar uma realidade nua e crua de superioridade em relação à criação de galgos de pista?

Não está a modalidade parada no tempo?

Já não é hora de se fazer mais?

Porque não há um canal ou pagina da Internet acessível a todos com os resultados e vídeos das provas?
Não há desculpa, nos dias que correm isso acontece por falta de uma gestão  pró-ativa com vontade de crescer que se acomodou no tempo.

De Norte a Sul do país som os particulares a mostrar a modalidade, talvez seja hora de as associações caso queiram subsistir acompanharem os tempos. 

Um passeio pela praia




Já agora fica o video completo das corridas realizadas em Cuba no final do campeonato.

https://www.facebook.com/carlos.m.biana/videos/988163474555814/?pnref=story










3 comentários:

  1. Olá, Bárbara Moreira. Sou José Plácido, jornalista da revista "Visão", e contacto-a a propósito de um trabalho que estamos a preparar sobre a paixão pelos galgos e pelas corridas.
    Parece-me importante a ponderação que propõe aos galgueiros e à afición para a concretização, em Portugal, de uma "possibilidade igualitária de um jogo de apostas".
    Gostávamos de incluir na reportagem uma reflexão sua sobre este item que defende, esclarecendo ainda, nesse contexto, uma dúvida suscitada pela expressão que a propósito usa: neste momento há prémios diferenciados, resultantes de apostas, atribuídos consoante os locais do País em que as corridas se realizam?
    O meu "mail" profissional é o jjunior@visao.impresa.pt, e agradecia-lhe, Bárbara, que enviasse para este endereço o seu depoimento e o seu contacto telefónico, para que possamos conversar um pouco sobre este assunto.
    Muito obrigado, desde já, pela atenção dispensada, e aguardo a sua resposta.
    José Plácido

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    1. Bom dia,
      Como já deve ter visto no seu email já respondi a este mensagem. Contudo já me referiram que associou o meu nome à sua reportagem sem o meu consentimento. a frase "valores económicos consideráveis nem para uma terra tão pequena como Cuba, sem falar que a zona do país com mais galgos de pista fica mesmo no norte e com os actuais valores de prémios e o custo das deslocações será impraticável a deslocação da grande parte dos cães." quer dizer que os prémios que são atribuídos aos galgos e sEUs proprietários nas provas são diferentes de acordo com a região. ESTES VALORES EM NADA ESTÃO RELACIONADOS COM APOSTAS! Entre em contacto comigo se realmente quer uma verdade e não uma má interpretação do meu português.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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